A fisioterapia é uma área de atuação em que muitas pessoas buscam os profissionais quando estão sentido dores, principalmente na coluna, ou então quando sofreram uma lesão e necessitam de reabilitação. Embora haja diversas práticas e segmentos que envolvem o trabalho fisioterapêutico, um método que costuma ser muito utilizado como forma de tratamento é a TENS "transcutaneous electrical nerve stimulation", na tradução para o português "neuroestimulação elétrica transcutânea", o famoso "aparelho que dá choquinho".


O que é?


A TENS faz uso da estimulação elétrica galvânica, por meio de um pequeno dispositivo elétrico capaz de controlar a intensidade dos estímulos. Dessa maneira, o paciente recebe pequenos eletrodos, no quais, ficam grudados na pele da região da dor, permitindo que a corrente consiga chegar até os músculos. O objetivo deste método é aplicar impulsos elétricos no local a ser tratado para ativar o sistema nervoso e exercer uma ação analgésica, ajudando no combate da dor.

O profissional da fisioterapia habilitado para aplicação do TENS pode optar por usar frequências altas ou baixas. Nas frequências altas, o estímulo precisa ser direcionado às fibras nervosas sem dor, fazendo com que a estimulação elétrica bloqueie os sinais nervosos de dor que são enviados pelo cérebro. Isso porque, os estímulos podem ser feitos por períodos mais longos, contudo o alívio da dor tem uma duração menor.

Enquanto nas frequências baixas, a intenção dos impulsos elétricos é estimular o corpo a produzir mais endorfina, levando também ao alívio da dor. Apesar do resultado ser mais duradouro neste caso, a aplicação pode ser mais desconfortável para o paciente, e por isso o tempo máximo deverá ser de 30 minutos.

A aplicação da TENS tem uma duração de cerca de 20 a 40 minutos, dependendo da intensidade do estímulo e pode ser feita num consultório por um fisioterapeuta ou em casa.


Para quem é indicado


A TENS, geralmente, é usado para tratar dores crônicas e agudas, como no caso da dor lombar, ciática ou tendinite, por exemplo. Mas, além dessas causas o método também serve para tratar:

Artrite;

Dores na região cervical;

Tendinite;

Dor ciática;

Reumatismo;

Dor no pescoço;

Entorses e luxações;

Epicondilite;

Dor pós-operatória;

Dor causada pelo câncer;

Dorsalgia.

Ao ser realizada nos pacientes a TENS é capaz de promover a estimulação muscular e vasodilatação, o que favorece a redução da dor, do inchaço e a cicatrização de lesões em tecidos moles. Além disso, o ideal é fazer uso desse método na primeira fase de reabilitação do paciente, ou seja, quando ele está apresentando crises de dor, já que neste período os músculos estão contraídos de forma mais intensa, levando a dor aguda.

TENS associado a outras técnicas


Em muitos casos pode ocorrer o uso indiscriminado da TENS, sem o auxílio de outras técnicas de fisioterapia, visando apenas reduzir a dor do paciente, mas não tratar a sua causa e oferecer uma reabilitação completa. Um exemplo disso, é quando a pessoa possui síndrome da banda iliotibial, problema que costuma afetar muitos corredores, causando dores na lateral do joelho. Esta síndrome, normalmente, é causada devido a um enfraquecimento da musculatura lateral do quadril, além de um possível desalinhamento do joelho durante a corrida.

Se o fisioterapeuta escolher somente a aplicação da TENS, o resultado será a redução da dor do paciente, porém, não tratará a causa e assim que ele for liberado da fisioterapia, o problema retornará. Por isso, é preciso associar outras técnicas no tratamento como o ultrassom para diminuir a inflamação, o fortalecimento da musculatura e o uso de exercícios educativos para que o paciente consiga corrigir o desvio do joelho durante a sua corrida.

Sendo assim, é de suma importância realizar uma avaliação completa em conjunto com o conhecimento preciso de cada uma das possibilidades fisioterápicas.


Parâmetros para a aplicação


Antes de aplicar a TENS é necessário seguir certos parâmetros básicos para garantir a eficácia do tratamento e consequentemente a segurança e o conforto do paciente. Assim, algumas medidas que devem ser levadas em consideração são:

A duração dos pulsos, que podem ser T ou D;

A frequência dos pulsos (R), que variam de 1 a 150 Hz;

A intensidade dos pulsos, que precisa ser ajustada de acordo com a sensibilidade de cada paciente. É normal que, após algum tempo de tratamento, o paciente sinta que a intensidade diminuiu, podendo ser novamente reajustada.

Os eletrodos também precisam ser posicionados adequadamente, podendo ser colocados diretamente no local da dor, ao lado da ferida cirúrgica, ou no trajeto do nervo. O importante, contudo, é evitar o seu uso nas proeminências ósseas.


Já em relação a estimulação, a TENS poderá ser:

Convencional - frequência alta e estimulações para fibras de grande diâmetro, para dores agudas;

Acupuntura - baixa velocidade, indicada para dores crônicas. Atua recrutando fibras motoras e sensitivas;

Breve e Intenso: intensidade e frequência altas para um alívio imediato da dor;

Burst: atua em formas de rajadas de pulso e indicadas para dores subagudas ou para estimulação muscular.

Contraindicações


Como o método TENS envolve a aplicação de corrente elétrica, sua realização não é recomendada para mulheres grávidas ou que estejam amamentando e nem para pessoas que possuem marcapasso, arritmia cardíaca ou alterações epiléticas.

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Fonte: Tua Saúde e CARCI

Imagem: 123RF