A fisioterapia é uma área em que as pessoas que sofreram rupturas e estiramentos ligamentares buscam muito para realizar o processo de reabilitação, embora a atuação dos fisioterapeutas seja mais ampla e compreenda vários outros segmentos. Por isso, é importante saber o que é feito quando alguém sofre ruptura do ligamento, principalmente do joelho por ser mais recorrente, e entender o que são as lesões ligamentares. Confira!

Lesões ligamentares


Ligamentos são estruturas no corpo humano muito resistentes, mas não muito elásticas. Sua principal função é juntar dois ou mais ossos do corpo, estabilizando e protegendo as articulações com o intuito de minimizar os deslocamentos bruscos. Além disso, os ligamentos participam da propriocepção, que é a capacidade humana de conhecer a posição do seu corpo mesmo sem observá-lo diretamente, pois os ligamentos transmitem informações para a medula e para o cérebro. Eles também ajudam na fixação de outras estruturas internas, como a bexiga, o útero e o diafragma.

Como já foi dito, os ligamentos não muito elásticos e por essa razão, eventualmente, pode ocorrer um estiramento ou até mesmo uma ruptura completa. Dependendo do lugar em que a pessoa sofreu a lesão, o médico poderá indicar o tratamento fisioterápico, a realização de uma cirurgia ou uma combinação dos dois para que o paciente consiga uma boa recuperação.

Mecanismo de lesão da ruptura ligamentar


Apesar dos mecanismos de lesão das rupturas ligamentares de joelho ter variações, a entorse é a causa mais frequente pois, ocasiona um movimento anormal dessa articulação. As situações mais comuns são em esportes como futebol, basquete e vôlei de praia, no entanto, pode ocorrer em atividades do dia a dia, como uma passada em falso.

Já os casos de lesões multiligamentares, que afetam simultaneamente o cruzado posterior e até mesmo tendões, as causas mais recorrentes são acidentes automobilísticos e atividades esportivas de alto impacto, como futebol americano, rúgbi e artes marciais mistas.

Ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA)


A ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), na qual, a pessoa lesiona o joelho pode ser causa de tratamento fisioterápico ou de cirurgia. A necessidade de fisioterapia deve levar em conta a idade do paciente e a existência de outros problemas no joelho. Mas, normalmente, a pessoa que sofre uma ruptura no LCA pode iniciar na fisioterapia no mesmo dia em que houve este acidente.


Exercícios fisioterápicos para o joelho


Antes de indicar quais serão os exercícios e procedimentos o profissional da fisioterapia irá avaliar o joelho do paciente e observar os exames de ressonância magnética, se a pessoa possuir. Até porque, o tratamento determinado pelo fisioterapeuta será sempre individualizado indo de encontro às necessidades que o paciente apresenta.

No entanto, entre os exercícios fisioterapêuticos indicados podem estar:

Bicicleta ergométrica – realizada de 10 a 15 minutos para manter o condicionamento cardiovascular;

Exercícios para conseguir dobrar o joelho – no início do tratamento é realizado com ajuda do fisioterapeuta;

Exercícios de isometria – indicado para fortalecer toda a coxa e a parte posterior da coxa;

Exercícios de fortalecimento – geralmente, dos músculos da coxa com abdutores e adutores de quadril, extensão e flexão do joelho, agachamentos, exercícios no leg press e agachamento num pé só;

Alongamentos – inicialmente feito com ajuda do fisioterapeuta, mas, após um período de tempo pode ser controlado pela própria pessoa.

Outros procedimentos fisioterápicos podem ser recomendados, tais como:


Eletroterapia – feito com uso de ultrassom ou TENS para aliviar a dor e facilitar a recuperação do ligamento;

Mobilização da patela;
[p]Uso de compressas de gelo – na qual, pode ser aplicada durante o repouso, com a perna do paciente elevada.


O tratamento fisioterápico deverá ser progressivo e realizado todos os dias até que a pessoa se recupere completamente. As sessões podem durar de 45 minutos à 1 ou 2 horas, dependendo do tratamento escolhido pelo fisioterapeuta e dos recursos disponíveis.

Quando o paciente é capaz de não sentir dor e consegue realizar os exercícios sem grandes restrições, pode-se acrescentar pesos leves e aumentar o número de repetições.


Lesões ligamentares X Riscos para a saúde


Nos casos em que as lesões ligamentares não são tratadas podem ocorrer complicações para a saúde, sobretudo a longo prazo. Quando se trata do ligamento cruzado anterior, por exemplo, o indivíduo que não se trata com o fisioterapeuta e não se submete à ligamentoplastia, fica mais propenso a apresentar desgaste articular, condromalácia e artrose.

Outro ponto que não pode ser minimizado é o estilo de vida. Pessoas ativas podem se tornar sedentárias após a lesão, o que facilita o ganho de peso e o desenvolvimento de enfermidades como a síndrome metabólica e diabetes tipo II. Sendo assim, o tratamento adequado é fundamental.

Diagnóstico das lesões ligamentares


Assim como em outras lesões, o diagnóstico depende muito da qualidade do examinador. Por essa razão, um fisioterapeuta poderá ter pistas importantes ao ouvir o relato da pessoa sobre o mecanismo de lesão e também durante o exame físico, no qual, realiza manobras ligamentares e as compara com o lado contralateral.

No momento que essa estrutura é rompida, é possível perceber, ao manuseio correto, a presença de alguns sinais como uma frouxidão articular, além de dor intensa e edema, principalmente no período agudo do quadro. No ligamento cruzado anterior, por exemplo, o principal teste é o de gaveta, em que a tíbia se anterioriza anormalmente ao fêmur.

Os exames de imagem como a ressonância magnética computadorizada também são cruciais para fechar o diagnóstico e orientar a conduta a ser escolhida, pois, permite a visualização de partes moles. Mas, ainda assim é preciso cuidado, pois imagens de qualidade baixa podem trazer um falso positivo.

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Fonte: Tua Saúde e CARCI

Imagem: 123RF