O tratamento estético chamado carboxiterapia é uma técnica que consiste em utilizar a infusão de gás carbônico em várias camadas da pele. E, por mais que pareça um procedimento novo, esse método existe desde o século XVIII. Nessa época foi observado de maneira científica a melhora da circulação sanguínea e a regeneração de tecidos, mas, nos dias de hoje o tratamento é voltado para a saúde e beleza corporal.

O procedimento funciona por meio de um aparelho que promove a aplicação da carboxiterapia. O equipamento é acoplado a um cilindro de gás, capaz de regular a vazão dele através de uma agulha com mínimo calibre, de modo que a profundidade da aplicação da agulha irá depender de cada caso.

Dessa forma, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica esclarece que, para tratamento de celulite, a agulha é inserida no espaço entre a pele e a gordura, já quando o tratamento realizado é para a estria, o gás carbônico é injetado na própria cicatriz.

Para que serve a carboxiterapia?


A injeção do gás carbônico na pele atua diretamente na dilatação dos vasos sanguíneos, promovendo a formação de novos vasos. Essa inserção faz com que o sangue nos tecidos tenha maior irrigação e, consequentemente, melhor oxigenação. O tratamento também promove o rompimento das fibroses do tecido cutâneo, tanto é que alguns estudos sugerem a formação de colágeno e elastina a partir da quebra das células de gordura provenientes da carboxiterapia.

Para quem é indicado?


A carboxiterapia é indicada para pessoas que desejam tratar celulites, estrias, olheiras, gorduras localizadas e, até mesmo, flacidez. Para cada situação existe uma abordagem específica da técnica que atua diretamente no combate e prevenção desses casos.


Além disso, o procedimento se tornou popular porque se trata de um procedimento estético de baixo risco, de modo que os sintomas que persistem são completamente tolerados, tais como a dor e o inchaço no local da aplicação.


Celulite: o tratamento é voltado para combater as celulites porque lesiona os adipócitos e dessa maneira, elimina a concentração de gordura em determinados locais do corpo, promovendo a queima e a circulação sanguínea e drenagem linfática no local. Os resultados desse procedimento para a redução da celulite podem ser observados após 7 ou 10 sessões que, normalmente, são realizadas numa frequência de 2 a 4 vezes ao mês. Os profissionais que aplicam esse tipo de tratamento, costumam medir os resultados a partir de fotos tiradas antes e depois ou mesmo utilizando um pequeno equipamento de termografia com a finalidade de conferir a temperatura da área de cada região afetada.

Estrias: a carboxiterapia é muito indicada para tratar estrias, porque alonga os tecidos do local e promove o preenchimento da região com gás, viabilizando e estimulando a produção de colágeno e a penetração de cosméticos na pele com maior facilidade.

Gordura localizada: o tratamento atua lesionando a célula de gordura, assegurando a sua retirada e, assim, melhorando a circulação sanguínea na região do corpo em que foi injetado o gás.

Flacidez: estimula a produção de fibras de colágeno que sustentam a pele e garantem o aspecto liso e saudável.

Olheiras: nas olheiras, a carboxiterapia diminui o inchaço e deixa os vasos sanguíneos mais fortalecidos, além de clarear a pele e deixar menos arroxeado.

Contraindicação


Apesar de ser um tratamento eficiente, é contraindicado para pessoas que possuam insuficiência cardiorrespiratória, renal, hepática, hipertensão arterial, gangrena, epilepsia, gravidez ou comportamento que requerem acompanhamento psiquiátrico, além de outras condições específicas que precisam ser analisadas individualmente.


Vale ressaltar também que, cada pessoa possui indicação diferente a respeito da quantidade de sessões e, por isso, é preciso opinião profissional. Outra recomendação é utilizar um equipamento com registro na Anvisa.

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Fonte: Terra

Imagem: dicasdemulher