A obesidade nada mais é do que o acúmulo excessivo de gordura corporal em uma pessoa. Naturalmente, é possível identificar quando alguém está acima do peso, principalmente, pelo fato de refletir diretamente em sua saúde. No entanto, o correto é fazer um cálculo para descobrir qual é o Índice de Massa corporal (IMC) da pessoa. Caso o resultado obtido seja acima de 30, significa que a pessoa está com obesidade. Dessa forma, a melhor indicação é realizar uma consulta com um especialista da área da saúde para saber qual é o grau de obesidade, assim como o que será preciso fazer para que o peso volte a ficar dentro do que é estabelecido pelo cálculo IMC.


Para identificar o grau de obesidade mais uma vez é preciso recorrer ao cálculo de índice de massa corporal, o IMC. Essa conta se baseia em praticamente em divisão e multiplicação, sendo:


IMC = m / h² ou simplificando IMC = peso ÷ altura x altura

Uma pessoa que pesa 80kg e possui 1,80 m de altura, o cálculo seria da seguinte forma:

IMC = 80 kg ÷ (1,80 m × 1,80 m) = 24,69 kg/m²

A medida 18,5 é um marco de referência, por ser o limite mínimo ideal, lembrando que abaixo dele o problema se relaciona com o oposto da obesidade: a magreza.

Os resultados obtidos indicam o grau de obesidade e o nível de risco de saúde relacionado:


IMC variando entre 18, 5 e 24,9Kg/m²: normal. Risco normal.

IMC variando entre 25,0 e 29,9 Kg/m²: sobrepeso ou pré-obesidade. Risco moderado.

IMC variando entre 30,0 e 34,9 Kg/m²: obesidade grau I. Risco alto.

IMC variando entre 35,0 e 39,9 Kg/m²: obesidade grau II. Risco muito alto.

IMC acima de 40,0 Kg/m²: obesidade grau III. Risco extremo.

Essa avaliação serve para constatar a ocorrência de obesidade e indicação do tratamento ideal.

Possíveis causa de obesidade


Pessoas que tem obesidade ou algum transtorno alimentar enfrentam problemas sérios. Esses problemas podem afetar seu estado emocional, vínculos afetivos, saúde, liberdade, autonomia e qualidade global de vida.

Vários fatores podem ocasionar um quadro de obesidade, tais como:

Genéticos;

Fisiológicos;

Metabólicos;

Sociais;

Ambientais;

Psicológicos.

Sendo assim, vários fatores devem ser avaliados para diagnosticar obesidade. É importante traçar o histórico familiar, a evolução do peso e os hábitos alimentares. Além de obter o índice de gordura no corpo, o ideal é realizar também outros exames clínicos e de sangue.

De acordo com as pesquisas do IBGE, entre 2013 e 2019 a taxa de obesidade em pessoas de 20 anos subiu de 12,2% para 26,8%. Por exemplo, em um grupo de 4 pessoas de 18 anos ou mais, uma estava obesa em 2019. Isso equivale a 41 milhões de pessoas. Entre mulheres a taxa atingia 29,5%, superando em muito a taxa masculina de 21,8%.

Os índices de obesidade são preocupantes, mas o sobrepeso também desperta a atenção: atingia 60,3% da população em 2019. Além disso, as mudanças nos hábitos alimentares e estilo de vida durante o século 20 colocaram a obesidade primeiro na pauta da estética e em seguida ela passou à pauta da saúde. Essa tendência foi provocada pelo consumo crescente de alimentos industrializados, especialmente fast food e refrigerantes, associados ao estilo de vida sedentário.

Obesidade, Bariátrica e outros tipos de tratamento disponíveis


Identificar o grau de obesidade é fundamental à escolha de medidas interventivas. As orientações para realizar o tratamento podem ser feitas por nutrólogos, nutricionistas e endocrinologistas o mais cedo possível.

O tratamento pode variar do básico como a reeducação alimentar e exercícios físicos até a necessidade de terapia medicamentosa e cirurgias para casos extremos. Entre os procedimentos mais simples está o balão intragástrico que costuma ser utilizado por 6 meses para reduzir o apetite das pessoas com IMC superior a 27. É necessário anestesia e intubação e o resultado vai depender da postura da pessoa.

A Gastroplastia também chamada de cirurgia bariátrica, metabólica ou redução de estômago, é considerada nos casos em que a pessoa já tentou outros meios sem resultados e está com a qualidade de vida comprometida. Normalmente, este procedimento cirúrgico é uma opção quando a obesidade está associada a doenças como hipertensão, diabetes, alta de colesterol e impacto nas articulações. A indicação é a partir dos 16 anos e se a vida do paciente corre riscos. Abaixo dessa idade, é feita somente após avaliação de uma equipe multidisciplinar.


Tipos de cirurgia:


Cirurgia sleeve ou Gastrectomia Vertical (GV);

Gastroplastia em Y de Roux ( GYR);

Derivação Bileopancreática (DBPP);

Banda gástrica ajustável.

Ao longo dos anos, as cirurgias tornaram-se menos invasivas, mas ainda devem ser deixadas como última opção. Em situações, nas quais, realmente é necessária esta medida mais extrema, as pessoas devem escolher profissionais bem conceituados e a melhor assistência possível.

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Fonte: Maconequi

Imagem: 123RF