A prática de exercícios físicos na terceira idade melhora a qualidade de vida e traz muitos benefícios como o alívio das dores causadas pela atrite, fortalecimento dos músculos e das articulações, além de evitar o aparecimento de lesões e doenças crônicas. Já a ausência de atividades físicas ou sedentarismo podem causar riscos para a saúde do idoso.


O ideal é que as pessoas idosas sejam ativos e pratiquem exercícios pelo menos 3 vezes por semana, desde que tenham liberação do médico e a orientação de um profissional de educação física ou fisioterapia para que o exercício seja realizado corretamente, na frequência cardíaca adequada ao condicionamento físico do idoso, e sejam prevenidas lesões.

Sendo assim, os exercícios mais indicados para quem se encontra na terceira idade são:


Caminhada


A caminhada promove o convívio social, fortalece os músculos e as articulações, e melhora o ritmo cardíaco. O ideal é que o idoso ou idosa comece na caminhada fazendo trajetos curtos, aumentando a distância aos poucos até chegar a realizar um trajeto de 30 a 60 minutos. A frequência deve ser de pelo menos três vezes por semana e com alongamentos no início e no final de cada caminhada.

Musculação


A musculação ajuda a fortalecer e aumentar a resistência dos músculos, além de melhorar a postura e aumentar a densidade óssea, deixando os ossos mais fortes, evitando o seu desgaste e as chances de fratura.


Como alguns exercícios de musculação necessitam de maior condicionamento físico, é recomendado que antes de iniciar a prática desses exercícios, o idoso realize um check-up médico, principalmente para avaliar a capacidade do pulmão e do coração.


Natação


Um dos melhores exercícios para a terceira idade é a natação. Esta prática ajuda a alongar e fortalecer os músculos e articulações do corpo, sem que ocorram lesões ou sem que se provoque um grande impacto nas articulações, o que é prejudicial nesta idade. A natação também ajuda a aliviar as dores causadas pela artrite, evita a perda óssea e diminui o risco de doenças como diabetes ou hipertensão, por exemplo.

Andar de bicicleta


O ato de andar de bicicleta ajuda a fortalecer as articulações, principalmente dos joelhos, tornozelos e quadril, além de ajudar a fortalecer os músculos das pernas e abdômen. Além disso, andar de bicicleta ajuda a baixar a pressão arterial e a aliviar as dores provocadas pela artrite.

Alongamentos


Os alongamentos melhoram a flexibilidade, a circulação sanguínea e a amplitude dos movimentos, favorecendo a realização das atividades de vida diária como arrumar a casa ou cozinhar, por exemplo. Outra atribuição desta prática é a diminuição da rigidez nas articulações e nos músculos, além de evitar o aparecimento de lesões.


Hidroginástica


Na hidroginástica, todos os músculos do corpo são exercitados e a água favorece o relaxamento das articulações, aliviando as dores e desenvolvendo a força e resistência do corpo. Além disso, a hidroginástica melhora o ritmo cardíaco e a saúde dos pulmões.


Yoga


O Yoga mescla exercícios de força com exercícios de equilíbrio, ajudando a melhorar a postura, a estabilidade e a flexibilidade do corpo. A prática também ajuda no alongamento, tonifica os músculos e relaxa as articulações. Dessa forma, promove o relaxamento, aumentando a sensação de bem estar e a disposição para realizar as atividades do dia a dia.

Pilates


O pilates ajuda a estimular a circulação sanguínea e aumenta a flexibilidade e a força, favorecendo a coordenação dos movimentos. Os exercícios também ajudam a melhorar a postura e a aliviar o estresse.

Mais do que manter um ritmo de exercícios é importante que o idoso evite o sedentarismo. Aqueles que se encontram na terceira idade e não praticam nenhum tipo de atividade física estão muito mais propensos a desenvolver algumas enfermidades e doenças crônicas. Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo aumenta o risco de morte em até 30%.


Confira os principais riscos que a inatividade pode provocar na saúde dos idosos.

Diabetes


O ganho de peso e a perda de massa muscular, condições que estão muito associadas ao sedentarismo, provocam resistência à insulina e isso eleva o nível de açúcar no sangue. Dessa forma, há chance de surgir a diabetes, uma doença crônica que desencadeia vários sintomas, desde dores de cabeça até o comprometimento da visão ou da sensibilidade de mãos e pés. Essa condição pode ser agravada pela hipertensão, quadro frequentemente relacionado à vida sedentária.


Doenças cardiovasculares


Além do ganho de peso, o sedentarismo dificulta o controle da pressão arterial e do colesterol, aumentando o risco de desenvolvimento de diabetes. Também aumenta a possibilidade de ter doenças cardiovasculares, como acidentes vasculares cerebrais (AVC), obstruções nas artérias ou infarto do miocárdio.

Hipertensão


Uma das causas para o desenvolvimento da hipertensão é o sedentarismo, e a hipertensão pode ser uma das principais causas das doenças cardiovasculares. Conforme dados da 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, a prática regular de atividades físicas é benéfica, tanto para a prevenção quanto para o tratamento da doença. Outro dado mencionado pelo documento é que as pessoas que são ativas possuem o risco 30% menor de desenvolver hipertensão arterial se comparado com que é sedentário.


Quedas e fraturas


A ausência de atividades físicas afeta a agilidade, o equilíbrio e os reflexos. Assim, idosos que são sedentários têm maior risco de sofrer quedas e consequentemente, fraturas. Além disso, a redução da massa muscular deixa os ossos desprotegidos, o que aumenta a chance de agravamento dos acidentes.

Osteoporose


Quem não pratica atividade física também tem maior perda de massa óssea, o que aumenta o risco de osteoporose. Com isso, a ocorrência de fraturas se eleva, até mesmo em casos não associados a quedas.

As pessoas que já possuem a doença devem praticar atividades físicas, especialmente musculação, com acompanhamento médico e também de um profissional de educação física.

Doenças mentais


A vida sedentária compromete a autoestima do idoso e favorece o seu isolamento. Com isso, a chance de desenvolvimento de depressão acaba sendo maior.


Entretanto, até mesmo a demência pode ser consequência do sedentarismo. Uma pesquisa da Universidade McMaster, do Canadá, constatou que pessoas que se exercitam têm menor probabilidade de desenvolver demência, independentemente de características genéticas.

Mau funcionamento do organismo


O fato de não praticar nenhuma atividade ou exercício físico piora a qualidade do sono, aumenta o risco de ter apneia. Também pode favorecer outros problemas como mau funcionamento do intestino, queda da imunidade, dores musculares e nas articulações, desânimo, estresse e falta de energia, condições que comprometem a qualidade de vida.

Por isso, se você atua na área da fisioterapia sabe o quanto os cuidados com a saúde do idoso são fundamentais e como a prática fisioterapeuta na vida dessas pessoas é essencial. No entanto, é necessário estar bem capacitado (a) para realizar um atendimento com excelência.




Fonte: Tua Saúde e Omron

Imagem: Envato Elements