O Transtorno do Espectro Autista (TEA), costuma ser identificado na infância, entre 1 ano e meio e 3 anos, embora os sinais iniciais às vezes apareçam já nos primeiros meses de vida. O distúrbio neurológico afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança. Quem possui autismo apresenta o desenvolvimento físico normal, mas, possuem certa dificuldade para firmar relações sociais ou afetivas e dão mostras de viver em um mundo isolado.


O tratamento para autismo é fundamental para melhorar a comunicação, a concentração, conter ou substituir as estereotipias problemáticas, como por exemplo àquelas que causam automutilação, por outras mais saudáveis. E também para ajudar a lidar com outras possíveis condições associadas. Tendo como objetivo principal proporcionar mais qualidade de vida ao autista.


O planejamento de tratamento deve ser multidisciplinar, ou seja, é necessário envolver médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, pedagogos e professores. Com os devidos cuidados a condição do autista pode melhorar e apresentar mudanças nas rotinas diárias.

Qual é o momento ideal para iniciar o tratamento para autismo?


Assim como a maioria das condições de saúde, o mais recomendado é fazer o tratamento precoce. Quanto antes a regulação dos sintomas e a estimulação de aprendizados se inicia, mais conquistas são possíveis a curto, médio e longo prazo.

De acordo com informações do jornal O Globo, uma pesquisa recente em relação ao diagnóstico do TEA aponta que em situações, nas quais, os tratamentos para o autismo começam em crianças de 3 anos, a melhora chega a ser de 80%. O mesmo estudo também compara os resultados de pacientes que iniciam o tratamento ainda antes, ou seja, com menos de 3 anos, nesses casos, o percentual de melhora chega a ser 90%.


Nos casos que são possíveis perceber o autismo ou traços dele em crianças de 1 ano e 6 meses, e iniciar as intervenções na linguagem e comportamento, com o engajamento e apoio da família, a probabilidade é de que a criança saia de um grupo de autismo severo para um médio, e do médio para o leve.

Dessa forma, as intervenções terapêuticas têm como objetivo incentivar o autista em sua independência. Para os autistas severos e moderados isso significa conquistar a capacidade de realizar sozinho tarefas básicas como: se vestir, usar o banheiro, escovar os dentes e comer.


Outro fator muito importante é a comunicação, pois, a capacidade de dizer ou demonstrar que sente, o que deseja, se algo incomoda e como poderia sentir-se melhor. São conquistas que fazem toda a diferença na sua qualidade de vida dos autistas.

Diante do autismo leve, o tratamento busca que eles experimentem uma vida "mais próxima do normal", ou seja, que consigam sentir-se à vontade com as interações sociais e que possam viver suas experiências individuais de forma agradável.


Isso inclui construir vínculos de amizade, estudar numa sala regular, no futuro formar-se em uma universidade, exercer uma profissão, ter sua independência financeira, e se desejarem, estabelecer também relacionamentos amorosos e formar sua própria família.


Tratamento fisioterápico


O fisioterapeuta atua diretamente nas habilidades motoras da pessoa autista. Sendo assim, o profissional trabalha para desenvolver e aprimorar as funções básicas, como andar, sentar, ficar de pé, jogar, rolar, tocar objetos, engatinhar e a se locomover de maneira geral. Os métodos desenvolvidos pela fisioterapia trabalham toda coordenação motora grossa e também se concentra no desenvolvimento da força muscular.


O profissional da fisioterapia também pode orientar os responsáveis pelo autista sobre os exercícios que são essenciais. Dessa forma, eles podem gerenciar a execução dos exercícios feitos em casa, caso o terapeuta passe alguns deles para serem realizados no ambiente doméstico. O fato de fazer as atividades em casa pode dar mais confiança à criança com autismo. A familiaridade com o local é sempre um ponto positivo para o autista.

A fisioterapia tem um papel fundamental entre os tratamentos para autismo porque as habilidades aprendidas também vão ajudar na interação da criança com seus coleguinhas, pois ao ter pleno domínio de suas habilidades motoras, ele será capaz de se envolver em jogos e brincadeiras com mais segurança e confiança.


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Fonte: Veja Saúde e Autismo em dia

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