A contratura capsular acontece quando há perda da elasticidade da cápsula, formada pelo tecido conjuntivo, ou seja, a fibrose que envolve a prótese de silicone, fazendo com que a cicatrização em volta do tecido mamário ocorra de forma anormal. Por isso, a contratura capsular é um dos riscos que os pacientes que passam por cirurgia plástica podem correr.


Esse resultado irregular em decorrência do procedimento de inserção da prótese mamaria faz com que o tecido na região da mama fique endurecido e pode causar desconforto e até mesmo mudar a forma dos seios.


A contratura capsular pode ocorrer em diferentes graus e são medidos por meio da classificação de Baker. Sendo assim, podem ser:

Grau I: quando a mama apresenta a consistência semelhante a uma mama que não passou pelo processo cirúrgico.


Grau II: quando a mama apesar de estar um pouco endurecida e a prótese estar palpável, não é visível. Neste caso, a contratura é mínima.


Grau III: quando a contratura tem grau moderado e a mama está mais endurecida e a prótese se encontra palpável e visível.


Grau IV: quando a contratura é considerada grave e a mama além de estar muito endurecida, há distorção visível da prótese e ela é dolorosa e fria.


Dentre as causas que fazem com que a contratura capsular ocorra estão: o fato da prótese ser muito antiga e perder suas propriedades; infecção assintomática no seio; a prótese foi deformada ou ficou em decorrência de acidente, por exemplo; complicações no pós-operatório.


Em relação aos sintomas nos casos de contratura capsular, eles podem aparecer no pós-operatório, em meses ou anos após o procedimento cirúrgico. Grande parte dos casos as mudanças acontecem de forma sutil sendo mais relacionados com as mudanças na firmeza da prótese e na aparência dos seios. Somente em casos mais severos que a contratura pode causar deformidade e dores nos seios.


Para evitar a contratura muscular a melhor maneira é começar a prevenção assim que sair da cirurgia, é aí que entra a importância do fisioterapeuta para o pós-operatório de quem passou pelo processo cirúrgico. As técnicas e tratamentos realizados pelo profissional da fisioterapia fazem com que a contratura capsular seja evitada.


Infecções, hematomas e grandes inchaços no corpo podem fazer com que o organismo entenda que precisa proteger a região operada e com isso, manda diversas células para o tecido mamário, que aumenta a espessura da cápsula.


Além dos tratamentos fisioterápicos é fundamental seguir as recomendações medicas, as medicações prescritas e o repouso exigido. É importante também procurar não fazer esforço ou mudar a rotina de repouso sem antes confirmar com o cirurgião responsável.


Tratamento


O tratamento vai depender em qual grau a contratura se encontra. Para os graus mais leves os procedimentos não invasivos como massagens fisioterapêuticas e medicações especificas podem melhorar o quadro.


Já os casos mais severos de grau III e grau IV, que provocam firmeza visível ou palpável, dores, deslocamento, ruptura ou deformidade do implante, normalmente, precisam de cirurgia adicional para tratar o problema.


A cirurgia em questão pode ser feita de três formas: removendo o tecido espesso, ou seja, por meio do procedimento conhecido como capsulectomia; com incisões na capsula para relaxar o tecido, chamado de capsulotomia; ou então, trocando a localização da prótese, de subglandular para submuscular, por exemplo.


Vale ressaltar que independente do processo indicado, sempre haverá a troca da prótese por outra nova. Por isso, é necessário escolher uma boa prótese de silicone que não apresente muitas complicações.


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Fonte: Luciana Pepino

Imagem: Envato Elements