Neste ano, entre os dias de 2 a 4 de abril, São Paulo sediará o 22º Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia. A última edição em 2018 no Rio de Janeiro, tinha como proposta mobilizar não geriatras na discussão sobre os temas relacionados à velhice, o que faz todo sentido dado o déficit de especialistas nessa área. Com uma população de mais de 30 milhões acima dos 60 anos, o Brasil tem um geriatra para cada 16.511 idosos segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o ideal seria termos um para cada mil.

Já para este ano de 2020, o foco será a qualidade assistencial e as chamadas "escolhas sensatas", como esclarece o geriatra Renato Bandeira de Mello, diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul: "queremos aprofundar a discussão sobre o atendimento certo e personalizado para cada paciente. Cada vez mais, o objetivo deve ser o gerenciamento centrado na pessoa, e não na doença". Ele próprio integra o movimento internacional conhecido como "Choosing Wisely", que se manifesta contra procedimentos e tratamentos desnecessários.

Levando em consideração que geralmente uma pessoa idosa tem mais de uma doença crônica, um dos grandes desafios para garantir a qualidade de vida desse indivíduo é promover uma maior comunicação entre os especialistas. "Com frequência assistimos a uma sobreposição de condutas dos diferentes médicos que cuidam daquele paciente, o que pode provocar eventos adversos. Temos que buscar a comunicação apropriada entre todos profissionais responsáveis pela saúde do paciente, incluindo fisioterapeutas, farmacêuticos ou fonoaudiólogos", explica o doutor Bandeira de Mello.

O congresso terá em sua programação conferências, mesas redondas, workshops, discussões de casos e rodas de conversa, reunindo pesquisadores e profissionais brasileiros e estrangeiros. Entre os destaques está a norte-americana Stephanie Studenski, especialista em fragilidade.


Em 2017, quase 12 mil idosos morreram em decorrência de quedas, segundo dados do Ministério da Saúde. Discutir protocolos médicos e pesquisas sobre fragilidade e perda muscular, assim como a implementação de políticas públicas e a acessibilidade em locais públicos, são alguns dos assuntos que se entrelaçam.

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Fonte: G1

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