Um estudo está sendo realizado para testar se um tipo de fisioterapia poderia diminuir a incidência de incontinência urinária. Pesquisadores da "Glasgow Caledonian University" querem investigar a eficácia de uma leve estimulação elétrica na perna que também poderia afetar a bexiga.

A estimulação transcutânea do nervo tibial (TPTNS) envolve colocar dois eletrodos de superfície no tornozelo do paciente e usar um pequeno estimulador elétrico para enviar um pulso ao nervo perto do tornozelo. Os nervos que controlam a bexiga também estão conectados ao nervo tibial na parte de trás da perna. Ao estimular esse nervo através da pele, espera-se que a bexiga também seja estimulada. O tratamento é semelhante ao uso de uma máquina TENS para dor.

Cerca de 500 pessoas que vivem em casas de repouso e sofrem de incontinência urinária deverão participar do estudo, cada sessão durará cerca de meia, e somarão um total de 12 sessões a serem realizadas ao longo de 6 semanas.

A pesquisa completa durará 3 anos, e os pesquisadores esperam que os pacientes vivenciem menos urgência repentina para irem ao banheiro e um aumento na capacidade de retenção de urina em suas bexigas.

O principal coordenador do estudo, Jo Booth, disse: "Estudos pequenos e iniciais indicaram que o TPTNS é seguro e aceitável, e que pode ajudar nos problemas da bexiga. No entanto, precisamos de evidências mais concretas de que funciona antes que possamos recomendar que seja usado regularmente em tratamentos. Nós também estudaremos, junto com a equipe de cuidados, as melhores madeiras de realizar o tratamento TPTNS em uma casa de repouso, de modo a manter o tratamento a longo prazo".

O estudo será financiado pelo "National Institute for Health Research" (Instituto Nacional de Pesquisas em Saúde, em tradução livre).

As estimativas do instituto sugerem que entre três e seis milhões de pessoas no Reino Unido possuem algum grau de incontinência urinária. No entanto, 70% dos idosos que vivem em casas de repouso e/ou necessitam de cuidados de enfermagem sofrem com os problema, que pode significar uma grande redução na qualidade de vida.

Atualmente, os pacientes têm geralmente que fazerem uso de fraldas, e/ou praticarem exercícios do assoalho pélvico para tentarem fortalecer os músculos do do mesmo, mas pode ser que o TPTNS ofereça uma maneira de tratar a causa do problema, evitando os sintomas.


Baseado no texto de Mathew Horton.

Fonte de conteúdo: Just Physio
Fonte de imagem: Google