O autismo é uma doença que compromete três áreas do desenvolvimento humano: comunicação, interação social e a imaginação. As causas do desenvolvimento da doença ainda são desconhecidas, no entanto, acredita-se que a complexidade e severidade do transtorno se apresenta principalmente devido a combinações de diferentes genes.

Os pacientes com autismo têm como característica serem retraídos, concentrados em si mesmos. Dados da Organização Mundial da Saúde estimam que no Brasil existem dois milhões de autistas, sendo que a maioria são em pessoas do sexo masculino.

A intervenção no autismo requer uma equipe multidisciplinar, ou seja, com profissionais de várias áreas: neuropediatra, psicopedagogo, psicomotricistas, pedagogo, pediatra, fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, entre outros. No caso dos fisioterapeutas, existem algumas dúvidas sobre o seu papel no tratamento e de como eles são determinantes para o desenvolvimento dos autista.

Entenda as diferentes atuações do fisioterapeuta em cada caso de autismo, e seus benefícios:


- Habilidades motoras:
O profissional de fisioterapia atua diretamente em funções determinantes para a vida de um paciente com autismo. Quanto mais cedo o tratamento com um fisioterapeuta se iniciar, maiores são as chances de evoluções bem-sucedidas. No caso das habilidades motoras, o fisioterapeuta atua em funções básicas como andar, sentar, ficar de pé, jogar, rolar, tocar objetos e a se locomover de um modo geral e, para melhores resultados, o fisioterapeuta deve atuar junto a um profissional psicomotricista.


- Importância do fisioterapeuta para os pais:
O profissional de fisioterapia pode informar os pais dos pacientes com autismo e ensina-los sobre os exercícios que são fundamentais para a criança. Dessa forma, podem auxiliá-los e prepara-los de modo mais eficaz a estimularem corretamente o desenvolvimento do paciente.


- Fisioterapia para a vida escolar:
A fase em que a criança começa a frequentar a escola é decisiva para se trabalhar os movimentos dela. As atividades realizadas na escola são importantes para a vida de qualquer criança, e não é diferente para o autista que, além de desempenhar função motora, também interage com seus coleguinhas. O fisioterapeuta tem um papel fundamental nisso com a orientação de exercícios fundamentais para os movimentos dessa criança.


- Atuação do fisioterapeuta no autismo: o método Bobath:
Entre os exercícios voltados para a melhora do autista, muitos fisioterapeutas trabalham com o método Bobath, que possui resultados muito satisfatórios. A técnica não surgiu originalmente para a intervenção no autismo, e sim para casos envolvendo derrames cerebrais e paralisias infantis, mas pode ser empregado em crianças e adultos.
"Os fisioterapeutas entram com o método Bobath para a atuação em detalhes imprescindíveis na vida do autista. O trabalho na coordenação é uma das prerrogativas. Além disso, a adequação do corpo a uma postura (física) mais saudável é o ponto-chave da técnica Bobath. Ela é responsável por:
– Dar simetria ao corpo;
– Administrar as posições do indivíduo;
– Dar firmeza ao tronco;
– Promover alongamentos;
– Trabalhar o tônus muscular;"


No entanto, cada paciente autista é único, e cada caso deve ser analisado pelos profissionais, para que eles estabeleçam quais intervenções devem ser realizadas para atingir os objetivos do tratamento.


Fontes de conteúdo: Entendendo o Autismo, SP HomeCare

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