A Síndrome do Ombro Doloroso acarreta em impotência funcional de graus variados, que acomete estruturas responsáveis pela movimentação do ombro, incluindo as articulações, tendões e músculos, ligamentos e bursas.

Sentir uma dor forte do lado esquerdo do peito, por exemplo, pode fazer com que o paciente suspeite de infarto, por ser um sintoma de problemas cardíacos, no entanto, essa dor também pode indicar um problema ortopédico no ombro. Isso ocorre porque alguns problemas na região causam dor irradiada na região torácica e, quando isso ocorre do lado esquerdo, pode fazer com que o paciente acredite que está enfartando.

As formas clínicas do ombro doloroso se classificam da seguinte forma:

• Quanto à intensidade dos sintomas;
• Quanto ao tempo do início da doença;
• Quanto ao exame radiológico.


E quanto ao aparecimento de sintomas como:

• Agudas;
• Subagudas;
• Crônicas;
• Com ou sem calcificações.


Os sintomas da forma aguda são: dor intensa na região da articulação escápulo-umeral agravada pelos movimentos; irradiação da dor para o pescoço, às vezes para o braço, inserção do deltóides e pontas dos dedos; limitação dos movimentos com dor extrema a ligeira abdução ou rotação; hiperalgesia na região do troquiter, apófise coracóide e sulco bicipital. Os sinais radiológicos são encontrados em 50% dos casos.

Na forma crônica encontramos os seguintes sintomas:

• Atrofia do deltóide supra-espinhoso;
• Incapacidade de movimentos articulação escápulo-umeral (abdução-rotação);
• Dor localizada ou irradiada de pouca intensidade;
• Hiperalgesia em nível do troquiter.
• Os sinais radiológicos são de atrofia da grande tuberosidade do úmero (calcificações).


A Síndrome do Ombro Doloroso pode ser ocasionada por uma série de problemas ortopédicos, como:

• Artrose do ombro
• Tendinite calcária
• Lesão do manguito rotador
• Capsulite adesiva
• Luxação


Todos os problemas que causam dor no ombro podem irradiar para outras regiões do corpo, como braços, tórax e costas. Por isso é importante que o médico esteja atento para identificar o real problema e trata-lo de maneira adequada.

O tratamento pode ser cirúrgico ou não, dependendo do quadro de cada paciente. Em alguns casos analgésicos e anti-inflamatórios, aliados à fisioterapia, acupuntura, crioterapia, terapia de onda de choque e Reeducação Postural Global (RPG) pode resolver.


Fontes de conteúdo: ReabFisio, Sua Saúde

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