Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram uma nova técnica que poderá permitir que membros protéticos se assemelhem mais com membros naturais. Através da coordenação da prótese, dos nervos existentes e dos enxertos musculares, os indivíduos amputados poderão sentir o seu membro no espaço e até a quantidade de força aplicada por eles através da prótese. Tal fato pode ajudar a reduzir a taxa de rejeição de membros protéticos, que atualmente é de 20%.

Até então, ainda não existem métodos neurais avançados que possibilitem que pessoas com amputação nos membros tenham grande sensibilidade quando utilizam próteses, o que acaba limitando a capacidade de se mover, equilibrar e manipular objetos, por exemplo. Portanto, o estudo dessa nova tecnologia representa uma melhoria muito significativa na qualidade de vida desses indivíduos.

Em experiências realizadas com ratos, a técnica demonstrou sucesso ao receber respostas sensoriais do músculo-tendão para o sistema nervoso, que deve ser capaz de transmitir informações sobre a posição do membro e as forças aplicadas. Agora pretendem aplicar a nova técnica em seres humanos.

A maioria dos músculos que controlam os movimentos dos membros funcionam em pares, de modo que um músculo se estende enquanto o outro se contrai, o que é conhecido como relação agonista-antagonista. Se houver danos nesses pares de músculo, as pessoas com amputação de membros não têm como detectar os membros artificiais, nem podem sentir a força aplicada a eles.


Nessa nova técnica o MIT propôs recriar essas relações agonista-antagonistas com enxertos de pares de músculos que trabalham juntos, assim como os músculos naturais, assim sendo, quando o cérebro enviar sinais instruindo o membro a se mover, um dos músculos enxertados irá se contrair enquanto seu agonista se estenderá e em seguida enviara um feedback ao cérebro sobre quanto o músculo se moveu e as forças aplicadas a ele.

Em outros estudos, os pesquisadores também desenvolveram os componentes de um sistema de controle que traduz sinais nervosos em instruções para mover a prótese, assim quando o cérebro manda instruções para os músculos regenerados um microprocessador enviará esses sinais para o membro artificial, de modo que quando um paciente imaginar mover seu membro protético os eletrodos musculares implantados sentirão esses sinais e enviarão a ação de controle para os motores desses membros.


Acredita-se que essa tecnologia poderá ser aplicada em qualquer amputado, incluindo as pessoas cujas amputações aconteceram há muitos anos, e que pessoas que possuem um braço protético poderão chegar, inclusive, sentir o toque aplicado à prótese.


Fonte de conteúdo: Tech 4 Health

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