O que conhecemos popularmente como Labirintite se trata de uma doença que acomete o ouvido causado geralmente por lesões ou traumas na cabeça ou orelha, ou mesmo por infecções bacterianas. Outros fatores que podem influenciar nessas infecções são: alergias, abuso de álcool, tumor benigno no ouvido médio, certos medicamentos tomados em doses altas, hereditariedade e estresse.

Todas as causas da doença estão sempre ligadas a alterações nas estruturas responsáveis pela audição e equilíbrio, por isso os sintomas são vertigens, náuseas, vômitos, perda do próprio equilíbrio, dores de cabeça, zumbidos e perda de audição. Devido aos sintomas apresentados, as pessoas que sofrem desse mal podem ter suas atividades diárias e no trabalho comprometidas, o que diminui a qualidade de vida.

Na verdade, o termo correto para a doença é "Labirintopatia", que designa alterações negativas no ouvido interno ou no labirinto. Outro termo comum entre profissionais para a doença é "Vestibulopatia", que se refere a alterações que acometem qualquer parte do sistema vestibular, ou sistema de equilíbrio.


Acredita-se que a Labirintite não tem cura, mas esta crença está para ser revertida. Um tratamento relativamente recente e que tem mostrado bastante resultados positivos é a Fisioterapia Vestibular, ou seja, exercícios de reabilitação do equilíbrio. A Fisioterapia Vestibular é realizada através de uma série de exercícios que buscam, em termos gerais, reduzir a tontura e os sintomas visuais, melhorar o equilíbrio estático e dinâmico (quando o paciente está em movimento) e aumentar a qualidade das atividades diárias do indivíduo. Os exercícios têm como foco "reeducar" o cérebro, e organismo de modo geral, para que ele possa voltar a executar suas funções normalmente. Esses exercícios incluem: coordenar os movimentos da cabeça e olhos; estimular o sintoma da tontura para assim dessensibilizar o sistema vestibular; melhorar as habilidades para manter o equilíbrio e caminha; melhorar a resistência muscular.

O programa de exercícios específicos da Fisioterapia Vestibular varia de acordo com cada tipo de lesão e seus sintomas associados, por isso é preciso buscar um profissional, geralmente médico otorrino ou neurologista, que irá avaliar as condições do paciente e encaminhá-lo para um fisioterapeuta, que então auxiliará na execução dos exercícios mais apropriados para cada caso.


Fontes de conteúdo: Fisioterapia.com, Minha Vida

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